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MPT e TRT-15 visitam Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital de Amor, em Barretos (SP)

IEP realiza pesquisas inovadoras na área de oncologia em estrutura custeada por verba trabalhista do caso Shell-Basf

Campinas (SP) - Nos dias 24 e 25 de março, o vice-procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Campinas, Ronaldo Lira, foi recebido em visita institucional no Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) do Hospital de Amor em Barretos (SP), juntamente com o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), Samuel Hugo Lima.

Na visita, conduzida pelo presidente do hospital, Henrique Prata, e por médicos e pesquisadores do Centro de Pesquisa Molecular, as autoridades puderam acompanhar as atividades acadêmicas realizadas no complexo, cuja construção foi financiada a partir de recursos advindos da ação civil pública ajuizada em face das empresas Shell e Basf. O edifício foi inaugurado há exatamente 7 anos.

O IEP contempla pesquisa, prevenção, tratamento e educação em oncologia. Com uma média anual em torno de 200 publicações científicas em revistas renomadas, o instituto colocou o Hospital de Amor, nos últimos três anos, entre as primeiras posições do Scimago Institutions Rankings (SIR) – recurso de avaliação científica, entre instituições que realizam pesquisas na área da Saúde na América Latina.

“É motivo de orgulho para o Ministério Público constatar que o investimento realizado no Centro de Pesquisa Molecular está trazendo grandes benefícios sociais, incluindo a pesquisa de tratamentos inovadores contra o câncer, e também novas formas de prevenção”, afirma Lira.

O IEP criou grupos de pesquisa constituídos por pesquisadores, estudantes e pessoal de apoio técnico em diferentes frentes, tais como biologia computacional, modelos experimentais na oncologia translacional, oncologia pediátrica, cuidados paliativos, qualidade de vida, fatores ambientais e ocupacionais do câncer, genética molecular, oncologia pulmonar, melanomas, imuno-oncologia, metabolismo tumoral, HPV, oncologia pré-clínica, dentre outras.

O Centro de Pesquisa Molecular, local onde funcionam as atividades de pesquisa do IEP, possui três andares, preparados com equipamentos modernos e tecnologia avançada para realização de pesquisa nos mais diferentes campos da oncologia molecular, e estudos de funcionamento anormal e agressivo das células tumorais. O prédio abriga ainda uma extensão do maior banco de amostras de tumores da América Latina, que reúne centenas de milhares de amostras.

Pesquisas inovadoras – Estudos realizados pelo IEP, no Centro de Pesquisa Molecular estão proporcionando avanços significativos no tratamento de pacientes oncológicos.

Um deles foi responsável por identificar a eficácia de testes moleculares para subclassificar um tumor cerebral chamado meduloblastoma, que ocorre com maior frequência em crianças, mas também pode acometer adultos. Segundo os pesquisadores, liderados pelo médico Rui Reis, essa classificação é importante para direcionar tratamentos mais adequados, de acordo com os resultados obtidos. “Dependendo da classificação genética, a criança vai ter uma evolução diferente, e saberemos, por exemplo, se ela precisará de rádio e quimioterapia. Validamos um método que permite fazer essa classificação molecular, e hoje ele se aplica no dia a dia. Toda criança com esse tipo de tumor faz esse exame e ele vai para o prontuário do paciente. Estamos falando de realidade clínica, de uma pesquisa que se traduz em uma mudança na rotina clínica”, afirma Reis.

Uma outra pesquisa foi realizada pela médica Bruna Mançano, sob orientação do médico Rui Reis, a partir dos equipamentos e da tecnologia obtidos com os recursos destinados pelo MPT. O estudo, publicado na Pathobioloby, importante revista internacional da área oncológica, relatou a aplicação de uma inovadora terapia-alvo em uma criança diagnosticada com um tumor cerebral agressivo (gliossarcoma infantil).

O caso se destaca por se tratar de um paciente do Sistema Único de Saúde que fez uso do diagnóstico molecular. Uma medicação específica, não disponibilizada pelo SUS, foi identificada com alto nível de eficácia para mudar a sobrevida e a qualidade de vida no paciente.

“O gliossarcoma em crianças não tem um tratamento eficaz. O que fizemos foi alargar a pesquisa do perfil genético, o que nos levou a encontrar uma alteração em um gene. Foi a primeira vez que identificamos o dano. Hoje existe uma droga desenhada para este tipo de dano, que foi comprada pelo hospital para uso no tratamento. A criança está evoluindo muito bem, sem efeitos colaterais, e com qualidade de vida muito melhor. A reação está sendo a melhor possível e a doença está controlada”, observa Reis.

Fotos: Hospital de Amor/Divulgação 

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